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São José do Rio Preto - SP
18 de Dezembro de 2017
 
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Introdução e apresentação.
 
Esta área está dedicada a explorarmos um pouco mais a história do Tiro com Arco, tanto como esporte hoje em dia, quanto como ferramenta para a sobrevivência e como arma nos primórdios da humanidade.
Por motivos didáticos, escolhi organizar o material de forma cronológica, pois dessa forma é de mais fácil compreensão pela maior parte das pessoas. Os diversos tópicos aqui abordados têm como objetivo fundamental divulgar a prática do Tiro com Arco. Portanto, serão pequenos textos informativos sobre o tema.
Embora este que vos escreve seja historiador, a carência de material publicado no Brasil limitará as informações. Entretanto, garanto que estou aberto a colaborações e sugestões dos amantes da arqueiria.
A história do Tiro com Arco perde-se nas origens de nossa pré-história em cavernas e sítios arqueológicos. Então vamos entrar?
Obs: Para contato bermontemor@gmail.com
Bernardo Montemor
Link: mdcvillafranca.blogspot.com.br/2010/04/unidad-13-la-prehistoria-5-de-primaria.html
 
 
Origem pré-histórica do Tiro com Arco 1
 
Foram encontradas evidências do uso de arco e flecha em pinturas rupestres na Europa ocidental e no norte da África. Seu desenvolvimento mais provável se deu no Paleolítico superior, por volta de 20.000 a.C., em tese quando se percebeu que esta ferramenta permitiria aos caçadores matar presas fora de seu alcance.
Existem fontes mais antigas. Alguns arqueólogos acreditam que o Tiro com Arco originou-se ao mesmo tempo que a lança, por volta de 50.000 a.C. Acredita-se que os primeiros arcos eram de potência fraca e mais designados para caçar animais pequenos, aves ou peixes. Mais tarde, com o aprimoramento do arco e seus usos, começou a ser utilizado veneno nas pontas das flechas para se poder abater animais maiores. Ainda hoje diversos grupos tribais no continente africano utilizam esta mesma técnica. Os arcos eram curtos e mais adequados para caçar nas matas do que as lanças longas.
Agora, a aparência exata de tais arcos primordiais só se pode especular. Provavelmente eram feitos de uma peça só extraídas de um galho de árvore (até hoje os arcos na África são feitos desta forma - de um galho de árvore ou de um tronco fino.)
Link: www.youtube.com/watch?v=g1hbTGor8WI
 
 
Pré-história do Tiro com Arco: Arqueologia 1
 
Em um túmulo na "grotta di San Teodoro", na Sicília, foi encontrado um esqueleto humano com uma ponta de flecha de pedra alojada na sua pélvis. O achado foi datado em 11.000 a.C. Não se sabe se a pessoa morreu devido ao ferimento, no entanto é bem provável que assim fosse já que, para aquela época, qualquer ferimento era praticamente mortal.
As mais velhas flechas em estado de boa conservação foram encontradas no norte da Alemanha e datam de 9.000 a.C. aproximadamente. Trata-se de um conjunto de pontas de diversos formatos e materiais, como pedra e madeira.
Os primeiros arcos ainda inteiros foram encontrados na Dinamarca e têm sua datação estimada de 8.000 a 6.000 a.C. O clima e a região onde foram encontrados provavelmente foram os principais responsáveis pela conservação dos arcos.
Esses arcos são feitos de uma peça só de teixo ou olmeira. Pegava-se um tronco da árvore (que crescia nas alturas e bem devagar) e dividia-se primeiro na metade, depois de novo até se ter 8 peças longas de madeira, onde de um lado se tinha a casca e do outro lado a parte interna da madeira. Dai, a madeira era trabalhada, lixando com pedra afiada até se obter a forma definitiva do arco, que era balanceado. Este método prevaleceu até os dias atuais.
Link: paleoitalia.org/places/19/acquedolci/
 
 
Origem pré-histórica do Tiro com Arco 2
 
Sobre a manufatura do arco e flecha, as pesquisas atuais são um pouco inconclusivas, devido aos materiais serem de rápida deterioração.
Contudo, sabe-se que os arcos e flechas eram portáteis, fáceis de fazer e os materiais necessários eram relativamente acessíveis. O arco consistia de uma haste de madeira curvada fina e flexível, com uma tira de tendão, tripa ou pele animal, ou ainda de fibra vegetal esticada entre suas extremidades. Às vezes, a corda era retorcida para ficar mais resistente. O arco era feito de freixo, mogno ou teixo, sendo às vezes reforçado com tendão animal para não se partir.
A flecha era uma haste fina de madeira, com uma ponta afiada e a outra guarnecida de penas para dar estabilidade aerodinâmica. As pontas eram feitas de sílex ou outras pedras, chifres de antílopes ou ossos.
As primeiras pontas de flecha endurecidas no fogo foram feitas por volta de 25.000 a.C. Certas madeiras se tornam mais duras se forem levemente queimadas. Também foram encontradas as primeiras pontas de pedra trabalhadas e afiadas. As penas eram coladas na flecha e amarradas com tendão. As cordas eram feitas do intestino longo de felinos (até hoje na África é assim usado). Para manutenção da corda, vários tipos de lubrificante foram utilizados ao longo do tempo. O mais comum e que se mantem até os dias atuais é a cera de abelha. As pontas eram coladas com uma pasta a base de carvão num sulco feito nas flechas.
 
 
Egito, um alvo de estudo
 
A história do Tiro com Arco encontra um belo lugar no Egito pois as fontes primárias e referenciais históricas abundam.
A pedra de Tassili, datada de 7.500 a.C., por exemplo, mostra um arqueiro egípcio chamado L´archer de Jabbaren. Gostaria de chamar a atenção para as flechas colocadas na cintura e voltadas para traz provavelmente em uma aljava da forma como hoje em dia são posicionadas, ao contrario da crença popular com a aljava nas costas.
Os egípcios usam o arco como arma de guerra em diversos momentos em sua história, contra os hititas e contra os persas. A forma como era utilizado remete ao formato de combate militar semelhante aos Hicsos, Hititas e Persas e dos povos do mesmo período, com o uso da carruagem de guerra em que um condutor e dois guerreiros, sendo um deles com arco e um grande número de flechas, confrontavam o inimigo aliando velocidade de deslocamento, capacidade de manobra, defesa e muitos ataques de longa distância. Um arco foi encontrado na tumba de Tutankhamon, assim como detalhes em ouro mostrando o Arco e Flecha nos seus pertences. Isso mostra como o arco era valorizado pela nobreza egípcia
Link: http://www.mezeriarc.fr/index.php?option=com_content&view=article&id=69:origine-du-tir-a-larc&catid=37:actualites&Itemid=49
 
 
O fabuloso caso de Ötzi
 
Em 11 de Setembro de 1991, Ötzi é descoberto, um homem de 45 anos congelado nos Alpes, nas geleiras do Similaun, na fronteira entre Áustria e Itália. Depois de muitos anos de pesquisa se descobriu como Ötzi vivia. Ele se vestia com roupas de couro, com um manto feito de grama à prova de água e botas de pele de urso recheadas de grama para manter os pés aquecidos no inverno. Também tinha uma sacola e um cinto com vários utensílios, uma aljava com 14 flechas, uma faca de pedra e, o mais impressionante, um machado de cobre. O impressionante desta descoberta é que até este dia, acreditava-se que o cobre somente tinha sido descoberto mil anos mais tarde.
A sua aljava cobria totalmente as flechas para mantê-las secas. As flechas tinham dois tamanhos. As flechas mais curtas foram feitas por uma pessoa destra e as mais longas por uma pessoa canhota, o que é percebido devido a como a corda foi enrolada nas penas.
Primeiramente, supôs-se que fosse um pastor levando seu rebanho para as montanhas, e que foi surpreendido por uma tempestade de neve. Dada sua relativa alta idade, não teria resistido ao esforço e morrido.
No entanto, a análise de DNA revelou traços de sangue de quatro outros indivíduos nos seus equipamentos: um na sua faca, dois na mesma flecha e o último no seu casaco. Em julho de 2001, dez anos após a descoberta do corpo, uma tomografia axial computorizada revelou que Ötzi tinha o que parecia ser uma ponta de flecha no seu ombro, mais precisamente na omoplata, combinando com um pequeno furo no seu casaco. O cabo da flecha havia sido removido. Ele também tinha um profundo ferimento na palma da mão direita, que atingiu a carne, tendões e o osso.
Em 2007 cientistas revelaram que Ötzi morreu de um ferimento no ombro provocado por uma flecha.
Uma equipe de pesquisadores italianos e suíços usou a tecnologia de raio-X para comprovar que a causa da morte foi uma lesão sofrida numa artéria próxima do ombro e provocada pela ponta de flecha que permanece até hoje cravada nas costas. Os mesmos cientistas concluíram que a morte de Ötzi foi rápida.
A partir de tais evidências e de exames das armas, o biólogo molecular Thomas Loy, da Universidade de Queensland, acredita que Ötzi e um ou dois companheiros fossem caçadores que participaram de uma luta contra um grupo rival. Em um certo momento, ele pode ter carregado (ou ter sido carregado por) um companheiro. Enfraquecido pela perda de sangue, Ötzi aparentemente largou seus equipamentos contra uma rocha, deitou-se e morreu.
Os resultados mais recentes da pesquisa apareceram em linha no Journal of Archaeological Science e foram publicados pela National Geographic.

The Omnivorous Tyrolean Iceman: Colon Contents (Meat, Cereals, Pollen, Moss and Whipworm) and Stable Isotope Analyses. James H. Dickson et al. em Philosophical Transactions of the Royal Society of London, Series B, Vol. 355, pp. 1843-1849; 29 de dezembro de 2000.

INSIGHT: Report of Radiological-Forensic Findings on the Iceman. Paul Gostner e Eduard E. Vigl em Journal of Archaeological Science, Vol. 29, No. 3, pp. 323-326; março de 2002.

Ötzi´s Last Meals: DNA Analysis of the Intestinal Content of the Neolithic Glacier Mummy from the Alps. Franco Rollo et al. em Proceedings of the National Academy of Sciences, Vol. 29, No. 20, pp. 12594-12599; 1.0 de outubro de 2002.
Link: http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html
 
Imagens:
Reconstituição
Ötzi
 
O Arco Persa-pártio
 
O arco persa-pártio é um arco inteiriço simétrico curvado feito do corno do íbex-dos-alpes, (ou para arcos de baixa qualidade, de boi) e também de gazela, cervo, ou tendões de boi, e em geral mesclado com um tipo de adesivo natural. Estes arcos são submetidos a uma grande tensão e as palas deste se entrecruzam. O arco, uma vez terminado, é coberto de couro fino ou, em alguns casos, de pele de tubarão e depois o isolam da umidade. Tradicionalmente, os tendões de boi são considerados inferiores aos tendões de gamos. Embora não aja uma comprovação cientifica dessa inferioridade.
Os arcos persa-parto estiveram em uso até 1820, na pérsia (atual Irã). Nômades como os cítias, e os sármatas foram arqueiros consumados. Os partos, originados de uma tribo cítia, eram arqueiros a cavalo célebres. Usando arcos Persa-pártio, os pártos inflingiram várias derrotas devastadoras aos Romanos. A batalha de Carras é provavelmente a primeira vitória decisiva de arqueiros a cavalo armados com arcos Persa-pártio sobre uma infantaria pesada
 
 
O aparecimento do arco composto antigo
 
Em 2.800 a.C. apareceu o primeiro arco composto, feito de mais do que um material. Na maioria das vezes, eles eram feitos de chifre de antílope e madeira. Estes arcos foram desenvolvidos pelos egípcios e se espalharam pelo oriente e continente asiático. Quando o arco era desarmado (a corda era retirada do arco), o arco se curvava na forma de um C. As cordas eram feitas do intestino de gatos, felinos ou cabras. O intestino era pendurado num galho e torcido até ficar bem curto. Na sua parte inferior era pendurada uma pedra bem pesada que esticava o intestino torcido e o alongava. O intestino era deixado para secar. Dessa forma era produzida uma corda muito resistente e forte, mas que era afetada pela chuva e umidade. Para compensar esse defeito, os egípcios e outros povos passaram a besuntar as cordas com cera de abelhas, pratica esta usada até os dias atuais.
As flechas eram bem leves e podiam alcançar até 400 metros de distância. Os arcos eram muito fatais porque as armaduras na época não eram muito grossas e nem muito utilizadas devido às condições climáticas de umidade e temperatura no deserto. Os egípcios costumavam atirar de carroças puxadas por dois ou quatro cavalos, conseguindo rapidamente contornar as posições inimigas, que na maioria dos combates estavam a pé.
Arco egípcio de 2.300 a.C -1.400 a.C.
Tamanho do arco = 62"-68" (160-173 cm).
As flechas eram feitas de junco com a parte frontal feita de madeira endurecida, enfiada no caniço até 8" (20 cm) de profundidade. As pontas eram feitas de pedra de fuzil. As penas tinham um tamanho de 3" (7.5 cm) e eram colada com goma-laca.
Tamanho das flechas = 34"-37" (86-94 cm).
Peso das flechas = 0.4-0.5 oz (10-14 g).
 
 
O Arco Mongol
 
O arco mongol é o modelo que faz referência ao típico arco curvado asiático, fabricado como um arco inteiriço, a partir de um corno de íbex (de acordo com a tradição), de búfalo de água, tendões e bambu. A principal diferença técnica para distinguir um Arco Mongol de um Arco Húngaro é a presença de uma corda sujeita a um acessório de corno ou madeira, que mantém a corda um pouco mais distante dos braços do arco. Este acessório, como se diz, ajudava o arqueiro com uma vantagem mecânica ao final da contração, e dava um estalo, suplementava-o porque acelerava a corda depois de sua liberação, ampliando a potência do arco.
A tradição mongol da arqueria é testemunhada por uma inscrição em pedra encontrada próximo de Nerchinsk, na Sibéria: "enquanto Gengis Khan mantinha uma reunião com dignitários mongóis, dispunha de suas conquista em Sartaul. Esungge (sobrinho de Khan) disparou a uma distância de 536 metros".
Conn Iggulden (1971) é um escritor britânico, que escreve sobre ficção histórica. Recentemente escreveu uma triologia sobre Gengis Khan cujo segundo volume chama-se "Os Senhores do Arco". Boa leitura.
 
Imagens:
Arco mongol partes.
 
O Arco Coreano
 
O arco coreano conhecido como Sukgung é muito potente, e seus usuários podem disparar a uma grande distância. Isso é possível porque, provavelmente, os coreanos passaram muito tempo aperfeiçoando-os devido a sua carência de fuzis e outras armas de fogo. Gungsul - arte de fabricar arco, gungdo - arco coreano, kuk kung - arte do tiro ao arco, a distância tradicional de tiro é 153 metros, existem muitos videos no youtube que possuem informações sobre isso.
A fabricação do arco é bem complexa porque envolve um método tradicional de mais de 3 mil anos que envolve cortar e trabalhar chifre de búfalo manualmente, cozinhar couro até virar cola (muitas horas de cozimento com temperatura controlada), limpar e preparar o tendão de animais até ficar parecido com fibra de vidro( semanas). Hoje em dia você encontra esse tipo de arco feito de fibra de vidro e madeira.
O arco em formato de C é um bocado perigoso para novatos porque se a corda quebrar o arco pode matar o arqueiro e o processo de colocar a corda é um bocado complexo porque deve ser feito com muito cuidado em uma bancada ou morsa específica. Um sukgung pode atirar a 600 metros. O tiro com arco foi praticado com grande dedicação na Coréia e muitos jovens deviam passar seu tempo livre praticando. Em um tipo de competição, um homem deve disparar uma flecha a uma distância de 1073 metros. Em outros futuros artigos abordaremos mais a história do tiro com arco na Coréia.
 
 
O Mito do Arco!
 
O arco é, em sentido terreno, um instrumento nobre de cavalaria usado por Arjuna, na mitologia védica indiana, pelos nobres chineses e japoneses e também pelos cavaleiros medievais europeus. É um símbolo do destino, representando a vontade divina que nenhum humano poderá evitar, como era o caso do deus egípcio Anúbis, que, munido do seu arco, velava sobre os vivos e os mortos com o mesmo sentido de inevitabilidade. No âmbito espiritual, é um instrumento de sublimação e de transformação de desejo. Representado como um arco-íris, é neste sentido que ele é utilizado por Shiva Nataraja, o rei dos dançarinos, na procura da evolução humana no despertar da Kundalini, a energia serpentina que através dos chakras, ou pontos de energia ao longo da coluna vertebral, eleva o ser humano até à realização. É o instrumento dos virtuosos e puros de coração, utilizado nos rituais de iniciação para selecionar os melhores e os eleitos. Em termos mitológicos, a flecha é, muitas vezes, associada ao raio e ao relâmpago e estes estão muitas vezes representados nas flechas de índios da América. No Islão, arco e flecha simbolizam, respetivamente, a justiça de Alá e a sua força de erradicação do mal e da ignorância. No panteão dos deuses indianos, o arco de Vixnu é destruidor, enquanto que as cinco flechas de Kama, o deus do amor, representam os cinco sentidos, e em Parvati, a flecha é a manifestação dos cinco princípios elementares. A deusa romana Diana era representada com um arco, pelo seu poder sobre a atividade da caça e dos caçadores. O deus arqueiro grego Apolo tem concentrada a energia do Sol no seu arco e flechas, com todo o seu poder fecundante e purificador. Por ser o eleito, Ulisses era o único guerreiro capaz de retesar o arco, símbolo do poder real. Na Bíblia, assim como entre os Hebreus, o arco é utilizado como um símbolo do poder divino. No zodíaco, o arco e a flecha são o símbolo de Sagitário, que atira em direção aos céus como símbolo de elevação superior. Na Índia, a constelação de Sagitário era conhecida pelo nome de Dhanus, o Arco, e na Grécia era o arqueiro Toxotes.
 
 
O Arco no Antigo Oriente Médio
 
Grande parte da história antiga das civilizações do oriente próximo ou oriente médio como prefere grande parte dos pesquisadores esta ainda por ser feita uma vez que a maior parte das informações são produzidas através da arqueologia porém já sabemos muito sobre os povos que lá habitaram entre eles destacam-se os Sumérios, os Acadianos, os Babilônicos, os Assírios, os Caldeus, os Hititas, os Persas e todos estes povos utilizaram o arco e flecha tanto para a caça quanto para a guerra. As tropas acadianas conquistam com unidades de arqueiros a Suméria. Mais ou menos por volta de 2.500 a.C. cercando suas cidades e abatendo suas caravanas comerciais
O arqueiro Assírio, a máquina de guerra da Assíria envolvia carruagens de guerra, cavalaria e infantaria leve, mas o coração do exército eram seus arqueiros. Vestidos com capacete cônico e armadura feita com escamas de bronze, eles atiravam uma flecha a até 650 metros de distância. Entrando para a história como a melhor expressão da organização militar do período. Todos do exercito trabalhavam como profissionais portanto eram contratados para treinarem e serem soldados embora o status de arqueiro para o império era algo extraordinário recebendo alguns privilégios uma vez que treinar e capacitar um bom arqueiro demandava mais tempo do que as outras artes militares, algo só experimentado pelos romanos muitos séculos depois.
Assim como as civilizações da antiguidade o arco também evoluiu e se desenvolveu, passando de simples a composto, com varias formas e materiais. E sendo constantemente melhorado e potencializado. Para mais histórias leia os outro artigos e comente com sugestões.
 
 
Arqueiros Mitológicos: Apolo e Ártemis
 
Apolo, também conhecido com Febo (brilhante), é considerado na mitologia grega o deus da juventude e da luz, identificado primordialmente como uma divindade solar, uma das divindades mais ecléticas da mitologia greco-romana. Filho de Zeus e da titã Latona (Leto), tinha uma irmã gêmea, Ártemis, conhecida pelos romanos como Diana, a deusa da caça. Segundo a lenda, Apolo e Ártemis nasceram na ilha de Delos, onde sua mãe se refugiou para se esconder da Hera, a esposa de Zeus.
Apolo também tinha seu lado oscuro, sendo considerado um arqueiro de grande habilidade. Com um ano de idade seguiu a serpente Píton, que também era inimiga da sua mãe, e a matou com flechadas. A partir deste momento, foi considerado um grande arqueiro. O seu arco disparava dardos letais que matavam os homens com doenças ou mortes súbitas. O poder de Apolo se exercia em todos os lugares da natureza e do homem.
Apolo teve uma grande história de amor não correspondido com Dafne. Por ser um deus muito belo e ter muitas qualidades, quis ser bem mais que o deus Cupido. Afirmou que suas flechas eram bem mais poderosas que as do deus do Amor, mas Cupido argumentou que as flechas que possuía, além de serem mais poderosas, atingiriam até o próprio Apolo. Naquele momento, Apolo não acreditou. Foi então que Cupido lançou uma flecha com ponta de ouro no coração dele, levando a que se apaixonasse pela moça Dafne. Entretanto, para mostrar que era mais poderoso, Cupido lançou uma flecha com ponta de chumbo no coração de Dafne, fazendo com que repudiasse Apolo e sua paixão. Dafne não aguentava mais o deus Apolo a perseguindo, e pediu a seu pai Peneu que mudasse sua forma. Seu pai a atendeu e a transformou em um loureiro.
Outro grande momento que marcou a vida de Apolo foi sua grande admiração por Jacinto. Apolo tinha muito apego por Jacinto. Certo dia foram jogar discos. Apolo foi o primeiro a lançar; o que fez muito forte e com precisão, e Jacinto, também com muita vontade de jogar, foi correndo atrás do disco para pegá-lo. Mas Zéfiro (um dos deuses do vento) sentia muita inveja por Jacinto preferir Apolo. Então soprou o disco que bateu na testa de Jacinto. Apolo correu para ajudá-lo e, enquanto tentava reviver o amigo, nasceu uma linda flor do sangue que escorreu de sua testa, que após sua morte recebeu o nome de Jacinto.
Apolo é deus justo e puro, que ajudava doentes e também curava várias doenças por meio do sono.
Ártemis, deusa grega, ou Diana, como era conhecida entre os romanos, é a divindade responsável pelas atividades da caça, e é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por cães ou leões. Ela traz sempre consigo, no abrigo de suas mãos, um arco dourado, nos ombros uma aljava com setas, e pode ser vista trajando uma túnica de tamanho curto. Dizem que quando ela ainda era uma criança, Zeus a questionou sobre seu maior desejo para seu aniversário, e ela lhe pediu, sem hesitar, que pudesse circular livremente pelas matas, ao lado dos animais ferozes, dispensada para sempre da obrigação de se casar. O pai imediatamente realizou seu sonho.
Esta deusa famosa dos gregos simbolizaba a esfera lunar, enquanto Apolo representava a luz solar. Esta poderosa figura é sempre encontrada, em qualquer mito que seja, correndo por bosques, florestas e matas, livre como um pássaro, ensaiando suas coreografias e cantando ao lado das ninfas que lhe são muito próximas.
Nas festas em homenagem à lua, eram sempre executadas danças de extrema sensualidade e havia constantemente a presença de um ramo considerado sagrado. Ártemis é considerada tanto uma prostituta sagrada quanto uma virgem responsável pelos partos, pois os mitos a retratam igualmente como o bebê que nasceu primeiro e que ajudou a mãe a parir o irmão Apolo.
Embora pareça contraditória esta personalidade ambígua de Ártemis, na verdade ela está associada à dupla faceta do feminino, que protege e destrói, concebe e mata. Esta imagem da deusa é difundida especialmente na Ásia Menor. Não se sabe exatamente onde e quando surgiu seu culto, pois os autores que estudam o mito divergem quanto a este ponto.
Alguns pesquisadores acreditam que seu nascimento remonta às tribos da Anatólia, exímias caçadoras, consideradas berço das famosas amazonas. Outros crêem que ela descende da divindade Cibele, protetora da Natureza, cultuada na Ásia Menor, também representada como a Rainha das Feras, rodeada por leões, veados, pássaros e outros exemplares da fauna.
Há estudos que situam Ártemis ao lado de outras potências lunares, tais como Hécate, também associada às esferas infernais, e Selene; as três compunham uma espécie de trindade da Lua. Os italianos a conhecem como Diviana, expressão que pode ser traduzida como Deusa, e pode ser facilmente ligada ao nome Diana.
Na Itália, sua festa era comemorada no dia 13 de agosto, quando os cães de caça tinham seu momento de glória e os animais ferozes eram deixados a vontade. Este evento foi consagrado pela Igreja como um culto católico que marca a Assunção de Nossa Senhora, transferido para o dia 15 de agosto.
Esta deusa da fertilidade animal tinha várias discípulas, denominadas ursas. Elas reconheciam sua natureza autoritária e repressora. Os animais ferozes que estão sempre junto a ela representam, por outro lado, os impulsos que precisam ser dominados. Sem dúvida ela é o símbolo maior do feminino, de sua liberdade e autonomia.
 
 
 
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