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  A Sombra da Corda
  24/02/2014

Quando se faz apontamento com uma arma de fogo, usam-se dois pontos de referência localizados ao longo do corpo da arma: a alça de mira e a massa de mira. Esses dois pontos definem uma linha que reta que, finalizando no alvo, nos garante que a bala seguirá o caminho apropriado para atingir o alvo.

Fazer apontamento no Tiro com Arco não é muito diferente. Aqui também, é necessário definir uma linha de mira que nos garanta que a flecha atingirá o alvo (a pesar da oscilação da flecha durante o voo, efeito conhecido como Paradoxo do Arqueiro). Nas aulas iniciais, quando pegamos no arco pelas primeiras vezes, não é raro experimentar a tendência a colocar os três dedos da corda abaixo no nock da flecha e alinhar o corpo da flecha com a linha de visada. Neste caso, o nock da flecha fica bem perto do olho diretor, em uma posição que não é errada, mas que, pessoalmente, acho esquisita.

Em aulas posteriores, falamos para encostar a corda na ponta do nariz. Ao fazer isso, tentamos garantir duas coisas: (1) que a puxada (e com ela, a energia que será transferida do arco para a flecha) seja sempre igual, já que sempre chega até o nariz e (2) que exista um ponto de referência (baseado no tato) para a linha de apontamento, pelo menos no sentido horizontal. Para que o primeiro ponto seja garantido, é necessário que a cabeça e o pescoço fiquem sempre na mesma posição. Mas isso nada tem a ver com apontamento. Então, será assunto de outra mensagem. Já o segundo é mais fácil, embora, com o cansaço, alguns arqueiros terminam fazendo a puxada, a ancoragem e, enquanto estão fazendo a mira, terminam afastando a corda da ponta do nariz, perdendo o ponto de referência. Por isso, é necessário fortalecer o braço da corda, fazendo exercícios de puxada sem flecha, sem soltar a corda no vácuo. Outro assunto para uma mensagem posterior.

Ainda com essa referência na ponta do nariz, ha outra referência importantíssima: a sombra da corda. A sombra da corda não é uma sombra. É a imagem da corda, mas o outro nome pegou. Quando puxamos a corda e a encostamos no nariz, a corda passa a aproximadamente 5 cm na frente do olho diretor. Nessa distância, e dependendo da idade do arqueiro (pessoas com mais de 40 anos apresentam diferentes graus de presbiopia, que é a dificuldade para focalizar objetos próximos) e da sua acuidade visual, a imagem da corda no olho fica borrada e é por isso que tem sido chamada de “sombra” da corda. A qualidade dessa imagem também depende das condições de iluminação do campo de tiro, mas não vamos discutir isso aqui. Pois bem, essa “sombra” ou “imagem” da corda pode ser usada como ponto de referência visual para definir uma linha de apontamento. Um segundo ponto de referência é necessário. Para quem está usando mira, o referencial mais evidente é o ponto no centro da mira. Claro que se você tentar alinhar a imagem da corda com o centro da mira, este vai ser coberto pela imagem da corda e você não consegue garantir o alinhamento. Então, faça o alinhamento de forma que a imagem da corda fique ao lado (direito ou esquerdo, não faz diferença, desde que seja sempre o mesmo!) do ponto no centro da mira.

E se você não está usando mira ainda? Qualquer referencial no arco é válido. Por exemplo, use o riser como referencial. Verifique que a imagem da corda passa sempre à mesma distância da borda da janela do riser. Ou, então, que passa pelo centro do riser, ou que se sobrepõe com a ponta da flecha. Obviamente, use sempre o mesmo referencial, mas não deixe de encostar a corda no nariz e de usar a sombra da corda como referencial de mira.

Ainda precisamos de um referencial vertical. Este referencial é garantido com a ancoragem, encostando a mão da corda sempre no mesmo lugar e da mesma forma no rosto. Adicionalmente, pode ser usado beijador ou narigador, apenas um dos dois. Trata-se de um pontinho, um nó ou uma peça plástica fixa na corda, que, ao encostar-se nos lábios ou no nariz, nos permita verificar que a altura do olho em relação com o arco é sempre a mesma. Com arco composto, é permitido usar o peep sight, uma peça plástica com um orifício centralizado, que fica presa na corda na altura do olho e que serve como alça de mira.

É isso ai, mira no alvo e flecha para frente.
 
 
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